Como o organismo se defende

Como o organismo se defende?

O organismo possui mecanismos naturais que o protegem das agressões causadas por diferentes agentes que entram em contato com suas estruturas. Ao longo da vida, são produzidas células alteradas, mas a defesa natural do corpo possibilita a interrupção desse processo, com sua eliminação subsequente.

A integridade do sistema imunológico, a capacidade de reparo do DNA danificado por agentes cancerígenos e a ação de enzimas responsáveis pela transformação e eliminação de substâncias cancerígenas introduzidas no corpo são exemplos de mecanismos de defesa. Esses processos são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinados e variam de um indivíduo para outro. Esse fato explica a existência de vários casos de câncer numa mesma família, bem como o porquê de nem todo fumante desenvolver câncer de pulmão.

O sistema imunológico desempenha um papel de destaque. Ele é constituído por um sistema de células que circulam na corrente sanguínea e se distribuem numa rede complexa de órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, o timo e a medula óssea. Esses órgãos são denominados órgãos linfoides e estão relacionados com o crescimento, o desenvolvimento e a distribuição das células especializadas na defesa do corpo contra os ataques de 'invasores'. Dentre essas células, os linfócitos desempenham um papel muito importante nas atividades relacionadas às defesas no processo de carcinogênese do sistema imunológico.

Cabe aos linfócitos a atividade de atacar as células do corpo infectadas por vírus oncogênicos (capazes de causar câncer) ou as células em transformação maligna, bem como de secretar substâncias chamadas de linfocinas, que regulam o crescimento e o amadurecimento de outras células e do próprio sistema imune. Acredita-se que distúrbios em sua produção ou em suas estruturas sejam causas de doenças, principalmente do câncer.

Fonte: INCA