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Palestra no Núcleo do Ministério da Saúde/RN destacou a importância da conscientização ao câncer de mama

23 de outubro de 2017, 00h00

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Em meio às atividades e programação do Outubro Rosa, o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte (NEMS/RN) promoveu, nesta quarta-feira (18), palestra pertinente ao tema, reunindo no auditório do órgão, em Natal, mais de oitenta participantes, entre funcionários, colaboradores do Núcleo e convidados. A palestra foi intermediada por Lindamar de Queiroz Tôrres, voluntária da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer.

Na abertura do evento, o chefe substituto da Divisão de Gestão do NEMS/RN, Fernando Amaral, destacou a estratégia de direcionamento do Ministério. “Estamos promovendo essas ações com o direcionamento que o Ministério da Saúde tem em relação ao apoio institucional de articulação federativa para que os Núcleos estejam integrados aos parceiros nos estados e municípios, que é uma novidade da atual gestão que se preconizou para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, frisou.

Apresentando dados estatísticos preocupantes de incidência de câncer de mama no estado do Rio Grande do Norte e os principais sinais da doença, a palestrante abordou as causas, tais como genéticos (hereditários), endócrinos, menopausa, idade, sedentarismo e outros fatores de risco da doença, que também acomete em homens, destacando os critérios de prevenção, a importância da realização do autoexame de apalpação em frente ao espelho, sem esquecer do exame clínico anual de mamografia, que aumentam as chances de cura com a descoberta precoce da doença.

Assistente Social, Lindamar Tôrres trabalha há 18 anos como voluntária da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer, que administra a Casa de Apoio Irmã Gabriela, da Liga Norte-riograndense contra o Câncer, embora tenha se dedicado ao trabalho voluntário ao ser curada de câncer de mama há 34 anos. Segundo ela, ainda existe desinformação por parte das mulheres, aumentando a cada ano o índice de casos da doença. “Por isso, o importante é fazer o exame clínico anualmente, como também o autoexame das mamas regularmente desde a juventude”, esclareceu. Com a experiência de seu trabalho de coordenadora do setor de Educação e Divulgação da Rede Feminina de Combate ao Câncer no RN, a palestrante ressaltou fatores de contribuição para o êxito de cura, como bons hábitos, qualidade de vida saudável, bem-estar, ter espiritualidade, fé, autoestima e apoio familiar e dos amigos.

A servidora da Seção de Gestão de Pessoas (SEGEP/RN), Maria Betânia de Oliveira, como representante das mulheres do Núcleo, deu um relevante depoimento sobre a importância  da prevenção. “Ao fazer o exame de mama com o médico mastologista, descobri estar com câncer de tireoide e graças a Deus fui curada, já faz dez anos”, relatou. Outra servidora presente no auditório, Rosângela Moura, da Seção de Gestão de Convênios (SECON/RN), também contou um pouco de sua história, quando descobriu que estava com câncer de mama aos 34 anos de idade. “Sentia dores no mamilo e fiz o exame com o médico que explicou para não me preocupar, que não era câncer. Porém, seis meses depois fiz novo preventivo e a mamografia acusou a doença, submeti a cirurgia e fui curada”, relatou. Ela comentou, ainda, que estava fora dos fatores de risco, tanto pela idade de fazer o exame preventivo, como por não ter histórico familiar, e que isso seja um alerta para as mulheres.

O Ministério da Saúde preconiza um rastreamento para mulheres, a partir dos 50 anos e para os casos de risco, acima dos 35, a realizar a mamografia, diminuindo os riscos que aparecem nesta faixa etária, e garante pelo sancionamento da Lei nº 12.732/2012, aos pacientes com câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário no SUS.

A palestra reuniu no auditório funcionários e colaboradores do órgão, além de convidados representantes da saúde pública estadual e municipais, entre os quais, Marcos Aurélio de Paiva Rêgo, superintendente estadual da Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Iracy Nestor, representante da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) e Marcela Cabral de Souza Lima, da Saúde da Mulher/Sesap; Joana D’Arc, da Secretaria de Saúde do Natal (SMS),  Solane Costa, do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/RN); a representante da diretoria da Liga Norte-riograndense contra o Câncer, Maria do Socorro Azevedo; as voluntárias da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer, Eliana Faria de Queiroz, Ana Lúcia Lima Feitosa e Marlene Cezar do Nascimento.

Para o chefe interino do Serviço de Administração do NEMS/RN, Francisco Júnior do Rêgo, “esse é um momento de aproximação do Núcleo do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte, juntamente com a FUNASA, com foco de estarmos próximos de estado e municípios na construção ascendente e coletiva das políticas públicas de saúde”.

“Com a realização do Projeto Outubro Rosa, consolidamos a nova estratégia de atuação do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio Grande do Norte, com foco na valorização do Sistema Único de Saúde, desde a sua base, com a participação em construção coletiva de todos os seus protagonistas, alinhado igualmente com as políticas públicas de planejamento em saúde promovidas pelo Ministério da Saúde e com repercussão mundial”, ressaltou o coordenador do Projeto Outubro Rosa NEMS/RN, Flávio Luiz Carneiro Cavalcanti.

Para Regina Pereira Ramos, da equipe de coordenação do Projeto Outubro Rosa NEMS/RN,  “o que vivenciamos foi um momento ímpar, de um novo momento do NEMS/RN, vivo e atuante.  Pensamos o evento com detalhes, desde o som ambiente, a decoração, o acolhimento das recepcionistas e a contribuição da equipe de serviços gerais”.

Neste contexto de prevenção ao câncer de mama, o representante substituto do gestor da Seção de Convênios (SECON/RN), Tácio Dantas de Brito Guerra, que participou da palestra, entende que “o Ministério tem esse elo de integração para garantir apoio indispensável na estruturação do sistema, contribuindo na assistência ao usuário”.

Destacando o papel que o evento tem de conscientizar os servidores para questões de saúde, o superintendente estadual da Funasa, Marcos Aurélio Rêgo, afirmou da importância de ter mais engajamento. “Temos que trazer parceiros, a exemplo deste evento, que é mais um compromisso para a saúde pública”, disse.

Na visão da representante do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/RN), Solane Costa, “é com alegria que volto a este Ministério e vejo agora todos de casa nova, com felicidade nos olhos, com as energias renovadas. Parabenizo a nova gestão que fortalece a parceria e a missão dos apoiadores nas políticas públicas de saúde junto aos municípios”.

Estatística Outubro Rosa

As estatísticas indicam que no Brasil em 2017, as estimativas de incidência de câncer de mama eram de 57.960 casos novos, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres, sem considerar os tumores de pele não melanoma (dados do INCA). Para o Rio Grande do Norte, as estimativas de câncer de mama são de 720 novos casos no estado e 230 casos na capital.

Óbitos

E os números de mortes no ano de 2013 no Brasil (dados do SIM) foram no total de 14.388, sendo 14.206 mulheres e 181 homens. No RN, os óbitos por câncer de mama, no período de 2010 a 2015, somam 1.185 mortes, com maior quantidade em 2014, com 243 mortes. No ano seguinte, em 2015, foram 229 óbitos, no estado do Rio Grande do Norte, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Conteúdo produzido por: João Bosco de Araújo/Comunicação Núcleo RN/Ministério da Saúde

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